sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PEPINO

O PEPINO



Fotografia: autor desconhecido

O pepino é o fruto do pepineiro e são cientificamente conhecidos como Cucumis Sativus. São lianas (trepadeiras) anuais de folhas lobadas e flor amarela. As verduras são longas, com casca verde clara com estrias e manchas escuras, polpa de cor clara e sabor suave, com sementes achatadas semelhantes as do melão, que é outro membro da família Cucurbitaceae.

Aproximadamente 95 % do pepino é composto por água, sendo entretanto rico em fibras, daí a sua importância para o sistema digestivo. Possui baixo teor de calorias e contém pequenas quantidades de vitamina C e folato. O elevado teor de água deste legume atribui-lhe um sabor húmido e frio.

O pepino é originário das regiões montanhosas da Índia e apropriado para o plantio em regiões tropicais e temperadas. Tem sido cultivado desde a Antiguidade na Ásia, África e Europa.

A espécie apresenta grande variação, entre os inúmeros cultivares, quanto a tamanho, forma, cor dos frutos, sabor e características vegetativas. Os pepinos apresentam uma forma cilíndrica, e um comprimento que varia entre os 15 e os 23 cm, apesar de poderem ser muito mais pequenos ou maiores. A sua pele, que varia de verde para branco, tanto pode ser lisa como enrugada, dependendo da variedade. No interior do pepino existe uma carne esbranquiçada, verde pálido, que tanto é densa como aquosa e crocante, e uma grande quantidade de sementes comestíveis.


Fotografia: autor desconhecido

Depois de colhido e em condição ambiente, o processo de deteriorização do pepino é rápido. Deve ser conservado em geladeira, dentro de sacos de plástico perfurado. A sua duração e de até uma semana sem grandes alterações na cor, sabor e aparência.

Esta planta é um ótimo tônico para o fígado, rins e vesícula, e dá força aos cabelos e unhas, pelo seu alto teor de sílica e flúor, entre outros benefícios.


Imagem: alimentaçãosaudavel.org


Fotografia: autor desconhecido


Bibliografia consultada:
alimentacaosaudavel.org; wikipedia.org;

BRÓCOLOS

MAIS UM BOM LEGUME



Fotografia: autor desconhecido

Os brócolos (do italiano broccolo, no pluralbroccoli) são vegetais da família Brassicaceae, uma das formas cultivadas de couve, tal como a couve-flor, o repolho, couve-de-bruxelas, couve-nabo entre outras.

O nome “brócolo” deriva da palavra latina “Brachium”, o que significa braço ou sucursal, um reflexo da sua forma ramificada caracterizada por uma cabeça compacta de ramos unificados por pequenas hastes e um caule mais espesso. As folhas, as flores e os pedúnculos florais são comestíveis.

Devido às suas diferentes componentes, este legume fornece uma grande complexidade de sabores e texturas, variando de macio (os ramos) para fibroso ou crocante (as hastes e caule). A sua cor pode variar de sálvia a verde-escuro ou verde púrpura, dependendo da variedade. Um dos mais populares tipos de brócolos é conhecido como “calabrese”, baptizado com o nome da província italiana da Calábria onde primeiro se originou este tipo de brócolos.

Fotografia: autor desconhecido

Originários da Europa, os brócolos também têm uso na medicina, graças ao seu elevado teor de cálcio que é - dependendo da variedade e da forma de preparo dos brócolos - em média 47 mg por cada 100 gramas de flores e 51 miligramas em cada 100 gramas de folhas, o que representa cerca de cinco vezes a dose existente no leite.

As duas variedades existentes, uma mais compacta e outra composta por rebentos florais mais individualizados, são ricas em carotenoides, destacando-se o caroteno que o organismo tem a capacidade de converter em vitamina A. Embora em menor quantidade, os brócolos contêm também vitamina C e Vitamina E. São igualmente uma boa fonte de sais minerais tais como o potássio, cobre, ferro, fósforo, zinco, selénio, enxofre.

A comunidade científica tem-se debruçado sobre o estudo dos brócolos e tem chegado à conclusão que eles têm determinados produtos que entre outros; potenciam o sistema imunitário; previnem o desenvolvimento de doenças hepáticas, renais, oculares, têm propriedades bactericidas; etc.

São igualmente, entre outros, um potente anti-oxidante que combate os radicais livres, evitando a oxidação e um anti-anémico.

O composto químico mais importante que existe nos brócolos é o sulfurano que auxilia as células a defenderem-se dos oxidantes. Foi descoberto pela primeira vez por um cientista nos Estados Unidos da América, mas também contem riboflavenoides que actuam como anti-inflamatórios.

Tabela Nutricional

156 grs / 43.73 calorias
Imagem: alimentaçãosaudavel.org

Fotografia: autor desconhecido

Bibliografia consultada:
alimentacaosaudavel.org; wikipedia.org; vaqueiro.pt; vozoperario.pt.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Courgettes


Courgettes
Fotografia: autor desconhecido

A courgette ou curgete é um fruto pertencente á família das cucurbitáceas. Outros frutos desta família são a melancia, o melão e o pepino. Cada variedade é distinta em cor, forma, tamanho e sabor, mas todas partilham algumas características comuns. Pertence ainda ao género das abóboras e é normalmente colhida ainda verde.

A casca da courgette é comestível, existindo ainda, algumas variedades de courgette a produzirem flores, igualmente comestíveis. As courgettes são mais sensíveis que as abóboras, não podendo ser armazenadas por longos períodos de tempo.

Courgette com Flor
Fotografia: autor desconhecido

A Courgette teve origem no continente americano, do Peru até aos Estados Unidos. Fruto de fácil digestão, rico em niacina, além de ser fonte de vitaminas do complexo B, possuindo poucas calorias.

Tabela Nutricional

181 grs / 36.00 Calorias
Imagem: alimentaçãosaudavel.org


Courgette
Fotografia: autor desconhecido

Bibliografia consultada: alimentacaosaudavel.org; pt.wikipedia.org

ANTIOXIDANTE

Antioxidante na nutrição no reino animal


Vantagens na utilização de Antioxidante na nutrição animal

"Durante os últimos anos se tem enfatizado a pesquisa sobre certas substâncias de origem natural que atuam retardando o envelhecimento e prevenindo doenças crônicas ou de difícil tratamento no homem.

Tem-se observado seus efeitos em doenças cardiovasculares, renais, hepáticas, mal de Parkinson, Alzheimer e até mesmo Câncer, na busca continua em melhorar a qualidade de vida.

Estas substâncias, chamadas de Antioxidantes, nada mais são que compostos que atuam controlando os processos de oxidação nas células, evitando assim os desequilíbrios que acabariam manifestando alguma doença.

Nos animais, em especial nos de companhia a ação dos antioxidantes tem cada vez mais importância, pois devido à similaridade biológica destes animais ao homem, eles também envelhecem e padecem de doenças similares as nossas, assim como sofrem situações de stress que podem afetar sua saúde.

No caso dos pássaros, sobre tudo aqueles que além do valor sentimental, possuem um valor especial por sua beleza e qualidades, também podem ser afetados pelas situações de stress que os levem aos limites de sua fisiologia, de forma que um suplemento a base de antioxidante, através da alimentação, reforça seu estado sanitário, sua vitalidade, melhorando assim seu rendimento e sua qualidade de vida.

Existem vários antioxidantes naturais, entre os quais podemos citar a vitamina E, o Selênio, os Carotenóides, a Vitamina C e os Bioflavonóides, os quais na grande maioria são encontrados nos alimentos.

Porém pesquisas recentes demonstram a conveniência da adição extra de algumas destas substancias na prevenção de doenças, manutenção da capacidade reprodutora e proteção do sistema munológico.

Daremos ênfase a um grupo destas substâncias que chamamos de Bioflavonóides.

Os Bioflavonóides são substâncias polifenólicas presentes na maioria das plantas, mais concentrada nas sementes, nas cascas das frutas e frutos secos e também nas folhas e flores.

Nas plantas, os Bioflavonóides cumprem numerosas atividades biológicas, como antioxidantes protetores frente aos radicais livres produzidos pela fotossíntese e pela contínua exposição aos raios ultravioleta do sol sobre as folhas e como protetor frente a ataques fúngicos e bacterianos.

São os compostos que dão cor às flores e frutos.

Grande número de plantas medicinais contém Bioflavonóides e são utilizadas há séculos por seu efeito antimicrobiano, antiinflamatório, antialérgico, antiviral, antimutagênico e por suas ações vasodilatadoras.

São parte da defesa antioxidante natural encontrada nos alimentos.

Estudos epidemiológicos em humanos tem demonstrado a relação entre o consumo da dieta de frutas e vegetais e uma gama de enfermidades coronárias, câncer e alterações relacionadas com a idade.

Por outro lado vários estudos, tanto in vitro como em animais de laboratórios e de campo, tem demonstrado os excelentes efeitos biológicos dos Bioflavonóides a partir de suai potente ação antioxidante.

Os radicais livres e sua relação com o metabolismo

Os radicais livres são moléculas ou substâncias altamente tóxicas ao organismo, formadas a partir do oxigênio e que têm um número ímpar de elétrons na sua órbita externa, isto é, possuem um elétron não pareado na sua última órbita.

São altamente reativos e notáveis e são capazes de grandes alterações químicas num espaço de tempo muito pequeno.

Os radicais livres também podem ser produzidos de maneira descontrolada pelo uso de produtos tóxicos, ozônio, radiação ultravioleta e contaminantes ambientais.

O dano celular causado pêlos radicais livres acontece porque eles reagem com todos componentes celulares.

Assim, conforme o local e a quantidade, resultarão diferentes tipos de alterações químicas que provocam a destruição de determinadas estruturas celulares e de funções da célula, promovendo o envelhecimento e diversas doenças.

Esta ação negativa dos radicais livres é controlada pelo sistema de defesa do organismo e pêlos agentes antioxidantes.

Os lipídios, das biomoléculas, são os mais susceptíveis a sofrer os ataque dos radicais livres.

Mais especificamente os ácidos graxos polinsaturados de cadeia dupla, que contém duplas ligações.

A destruição oxidativa dos ácidos graxos polinsaturados, conhecida como peroxidação lipídica pode ser muito danosa uma vez que é uma reação em cadeia que se auto perpetua.

Biofiavonóides e os radicais livres 

Um dos primeiros sistemas afetados pêlos radicais livres é o sistema imunológico.

As células imunológicas estão relacionadas entre si através de uma Pássaros comunicação celular, sobretudo através das membranas, as quais são ricas em ácidos graxos polinsaturados, que quando sofrem os efeitos da peroxidação colocam em perigo toda a integridade da membrana, uma vez que se altera sua fluidez, resultando na alteração do sinal celular e conseqüentemente em sua função.

Os Biofiavonóides ao bloquearem os radicais livres, inibem sua ação danosa, protegendo assim o sistema imunológico.

Esta proteção é especialmente interessante em animais jovens submetidos a vacinação o que exige um esforço maior do sistema imunológico.

Outra ação interessante dos Biofiavonóides é quanto a inibição de mediadores químicos implicados nas reações alérgicas adversas, como a histamina.

Isto significa que suplementação via nutrição pode ser uma via no controle de processos alérgicos em animais domésticos.

O stress oxidativo também esta relacionado com doenças neurodegenerativas relacionadas a idade, como o mal de Parkinson e Alzheimer, devido ao incremento do cálcio intracelular que produz estes danos neurológicos.

Diversos trabalhos em cães demonstram que a suplementação com antioxidantes como os Biofiavonóides melhoram a vida cognitiva de cães velhos.

Com base em experiências com animais se tem demonstrado que os Biofiavonóides e o ácido ascórbico contido em frutas e vegetais inibem significativamente a arteriosclerose, reduzindo a oxidação do colesterol etriglicérides no sangue.

A redução destes parâmetros supõe uma redução na apresentação das enfermidades cardiovasculares associadas ao envelhecimento.

O stress oxidativo também está relacionado com as enfermidades degenerativas e inflamatórias articulares.

Os biofiavonóides incrementam a síntese do colágeno, acelerando a conversão de colágeno solúvel em colágeno insolúvel e inibindo o catabolismo do colágeno solúvel.

Este efeito é especialmente interessante naquelas raças de cães gigantes, que crescem de forma acelerada nos primeiros meses de vida.

A suplementação de Biofiavonóides durante toda vida animal pode prevenir artroses e artrites decorrentes da idade.

Diversos trabalhos têm mostrado uma correlação inversa entre o consumo de Biofiavonóides e o câncer. Esta linha de trabalho está sendo intensamente estudada na medicina humana.

A nível intestinal, o sinergismo entre os Biofiavonóides e a vitamina C trabalha regulando a flora intestinal, impedindo o desenvolvimento da flora patogênica e favorecendo a flora benéfica, como os lactobacilos, por exemplo.

Prevenindo-se assim, distúrbios que possam desencadear diarréias, promovendo ainda a proteção contra o stress oxidativo das células intestinais.

Como podemos observar ai suplementação da dieta animais com antioxidantes naturais associados a vitamina C ajudam a mantê-los com ótima saúde, prevenindo doenças e melhorando sua performance.

Supervisor do Departamento de Produtos Pet Quinabra
Química Natural Brasileira Ltda.

Fonte: Eduardo C. Rosatti
Revista Pássaros ano 8 nro 41/2003

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

OS PRIMEIROS DA ÉPOCA 2014/15

                                                         nigrigeni verde diluído
                                                               nigrigeni verde diluído
                                            verdes portadores de azul e verdes oliva

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

DOIS CLUBES NACIONAIS QUE ME DIZEM MUITO


BREVEMENTE DUAS EXPOSIÇÕES DE DOIS CLUBES NACIONAIS QUE ME DIZEM MUITO DESEJO MUITA SORTE E UM BOM TRABALHO E QUE TUDO CORRA BEM 








terça-feira, 21 de outubro de 2014

O PRIMEIRO DESTA ÉPOCA

ESTE ANO NÃO PERCEBO NADA DISTO MUITOS OVOS QUE VÃO SERVIR PARA FAZER OMELETE OS MACHOS PARA A PRIMEIRA POSTURA ESTÃO FRACOS 





sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Alho

Alho



Fotografia: autor desconhecido

Ainda existe muito para aprender acerca deste vegetal misterioso quase sem valor calórico, aparentemente pobre de nutrimentos importantes, mas riquíssimo em substâncias voláteis que quase só se deixam apanhar pelo cheiro. Estas substâncias insinuantes, que só agora vamos aprendendo a conhecer, podem ser a grande revelação nutricional das próximas décadas.

São designadas como alho algumas plantas do género Allium (mas não só), embora o termo se aplique especificamente ao Allium sativum, uma planta perene cujo bulbo (a "cabeça de alho"), composto por folhas escamiformes (os "dentes de alho"), é comestível e usado tanto como tempero como para fins medicinais.

 
Fotografia: autor desconhecido

Se recuarmos no tempo, já as civilizações egípcias, romana ou chinesa utilizavam o alho, de forma terapêutica, para combater uma larga variedade de doenças. O alho é utilizado desde a antiguidade como remédio, sendo usado na composição de vários medicamentos.

As suas propriedades antimicrobianas e os seus efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea já eram valorizados na Idade Média. Possui um otimo valor nitricional, possuindo vitaminas (A, B2, B6, C ), sais minerais (ferro, silício, iodo), possuindo vitaminas ), aminoácidos, adenosina, sais e enzimas e compostos biologicamente ativos, como a alicina.

Entre os efeitos benéficos que se atribuem ao alho, contam-se: capacidade e de tratar infecções bacterianas e fúngicas nos intestinos, sem qualquer efeito sobre os organismos benéficos que auxiliam a digestão; capacidade de melhorar a resistência à infecções virais; eficácia como preventivo contra muitas doenças, especialmente as chamadas doenças de Inverno, tais como resfriados e gripe, problemas dos seios perinasais e males dos brônquios.

 
Fotografia: autor desconhecido

Bibliografia consultada:
wikipedia.org; sounatural.com; vaqueiro.pt; enetural.pt;

Alimentos Colorantes

Alimentos Colorantes

"Pode acontecer que certos pássaros, por descondicionamento, erro alimentar ou outras causas individuais, não atinjam a perfeita forma amorosa.

Nestes casos é necessário se individualizar, quando possível, a causa desta deficiência amorosa. Se o exemplar aparenta-se saudável, pode-se tentar a administração de "alimentos estimulantes", estes são:

-Sementes: Cânhamo, niger, cominho, anis, sementes silvestres de várias espécies, semente de erva-doce;

-Vermelho do ovo: cozido em banho Maria;

-Cantáridas em solução aquosa;

-Vitaminas A-D3-E.

As sementes citadas, todas ou em parte, podem ser administradas em recipientes, separados até que o exemplar chegue à forma amorosa (convém também a administração de diversas sementes de plantadas silvestres); as sementes comuns da mistura, como niger, cânhamo, podem também ser aumentadas. Todas as sementes devem ser frescas, integras e sem pó.

O vermelho do ovo, que contém a lecitina que tem ação afrodisíaca, pode ser administrado misturado a biscoito triturado; uma quantidade tripla deste e uma gema (o total deve ser consumido em cerca de duas horas, pois de outro modo poderá alterar e tornar-se nocivo, principalmente se em temperatura e humidade elevadas); pode-se administrar em dias alternados por uma semana, evitando-se com cuidado o fornecimento dele envelhecido ou rançoso, o que levaria distúrbios hepáticos (além disso, depois de duas horas em contato com o farinhado de biscoito ou de qualquer outra farinha, começam a formar-se fungos invisíveis a olho nu que provocam graves distúrbios intestinais, etc.).

O Niger Guizotia abyssinica ou oleifera), planta anual da família das Compostos, originária da Abssínia, extensamente cultivada na Índia, onde é chamada de Ramtil (na África Neuk), nos países quentes (essencialmente em certas zonas da Itália meridional) dá muitas sementes ricas em óleo e proteínas que têm também uma ação afrodisíaca. Igualmente se pode dizer para as sementes de cânhamo, porém estas últimas são menos digeríveis que o niger. Em todo caso, estas e todas as outras sementes devem ser frescas, integras, isentas de impurezas e de pó; caso contrário, sobretudo se não íntegras, ficam com óleo rançoso extremamente tóxico (presença de "peróxidos") e com ação antivitaminica. Isto vale para todas as sementes oleosas.

A cantárida (cantharis obscura ou Lyssa vescicatoria) é um inseto coleóptero de cor verde-metálico e de odor desagradável; do pó de algumas partes do seu corpo se obtém uma droga, chamada "cantárida", cujo princípio ativo, dito "cantaridina", tem a propriedade revulsiva e afrodisíaca.

A droga em pó, que pode ser adquirida em farmácias, é dissolvida em água quente (solução 1 para 1000; ou seja, 1 grama para 1 litro d'água); a solução, obviamente fria, é adicionada na água de beber, na dose de uma colher das de café para cada 100 ml; a cada dia, por ex: às 8 horas, traça-se a água do dia precedente, colocando-se nova colher da solução de cantárida em nova água (todas as soluções, além de 24 horas, podem tornar nociva); o tratamento varia de 5 a 10 dias porém, não deve superar 7 dias de administração na maioria dos casos.

A utilização da cantárida torna-se necessária somente para os sujeitos sãos que não têm reagido aos outros alimentos afrodisíacos naturais mencionados ou ao tratamento à base de soluções aquosas de suplementos vitamínicos abaixo indicados.

É importante não exceder em todos os alimentos afrodisíacos, quer para se evitar distúrbios no fígado e baço, quer para impedir uma excitação amorosa excessiva; neste caso os machos, muito estimulados, realizam cópulas muito rápidas com consequente dificuldade de fecundação da fêmea; esta última, ao contrário, se muito excitada, procura excessivamente as cúpulas e isto pode levar diversos fatos negativos (ausência ou mal construção do ninho, muitos ovos postos fora do ninho e, assim, com fácil rotura da casca, depois de poucos dias da postura, abandono dos ovos na procura de nova cópulas, à miúde ovos não "gelados", etc.).

Os suplementos vitamínicos, líquidos ou em pó solúvel, à base de vitamina A- D3-E (evitar a administração da vitamina E sozinha, como aconselham muitos autores e criadores, devido que doses elevadas dela somente levam a danosos desequilíbrios de todos os fatores vitamínicos do organismo), disponíveis no comércio, seja para uso humano, seja para uso veterinário (geralmente 3 a 8 gotas em um bebedouro de 100 ml, renovada a solução a cada 24 horas, por 4 a 8 dias seguidos; repetir, se necessário, o tratamento depois de 8 a 10 dias), frequentemente colocam em boas condições amorosas os exemplares "tardios".

Em geral se pode dizer que os sujeitos sãos, bem alimentados e adequadamente alojados entram espontâneamente em amor, quando a quantidade e duração da luminosidade se faz mais intensa (primavera-verão) e a temperatura torna-se mais quente.

Nas hibridações pode se regular antecipando ou retardando a forma amorosa. Para os sujeitos que se cansam ao entra em amor se administra preferivelmente os alimentos naturais supra indicados (semente varias, sementes condicionadoras, niger, cânhamo, sementes de reseda luteola, vermelho do ovo) durante um certo período, ao mesmo tempo, ou a seguir, administra-se soluções aquosas de vitaminas A, D3 e E e apropriadas para um bom funcionamento das gônadas e para a fertilidade dos espermatozóides e do ovo.

Só excepcionalmente se recorre as cantáridas.

Evitar a administração de substancias hormonais, difíceis de dosar-se para os pequenos organismos dos pássaros e ser muito perigosa, já que uma mínima quantidade em excesso descondiciona todo o sistema hormonal com consequentes mal estar, atrofia das gônadas e esterilidade que, em alguns casos, como já aconteceu em alguns criadouros, podem tornar-se fatais.

Para facilitar a forma amorosa pode-se também agir de uma das duas seguintes maneiras:

A)Colocar o casal próximo a um macho (geralmente da mesma espécie da fêmea) em pleno canto (mas de modo que não possa ser visto, para evitar que a fêmea passe a não aceitar o macho destinado);

B) Fazer "sentir" o canto de um macho fortemente em amor, apresentado com ótima qualidade de gravação."

Fonte: Giorgio de Baseggio Itália
Arquivo editado em 13/09/2005

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Alimentação



"Existe uma tendência dos criadores antigos, alimentarem as aves com o que Ihes apetecem, em vez de fazê-Io corretamente, de acordo com experi­mentos desenvolvidos por órgãos de pesquisa.

Vários trabalhos têm comprovado que os pássaros não conseguem nu­trir-se de acordo com as necessidades de seu organismo. Para efeito de exemplificação, podemos comparar a nutrição dos pássaros à de uma criança de menos de 3 anos. Se nós servir­mos uma refeição com: carne, salada, frutas sorvetes, doces, bolos etc., po­deremos afirmar que a criança come­rá doces, bolos e sorvete primeiro e cer­tamente não comerá nada além de açú­car e carboidratos.

A mesma situação poderá ocorrer quando nós oferecemos aos pássaros de gaiola, misturas de sementes ou qualquer outra combinação heterogénea de alimentos. Ela pega­rá aquilo que melhor lhe convier (se­mentes de girassol, amendoim) e des­prezará os demais (espinafre etc.).

Ainda com relação aos fatores nutricionais, devemos dizer que a melhor consideração sobre a nutrição das aves em gaiolas é o uso necessário dos componentes nutricionais dos alimentos: vitaminas, minerais, proteínas aminoácidos), gorduras e carboidratos (energia).

Para fazer com que as aves rece­bam quantidades adequadas desses nutrientes não é tarefa fácil para os nutricionistas, quanto mais para os criadores de um modo geral. Por exem­plo:

A. Vitaminas
As vitaminas são os elementos mais comuns e onde se encontra mais carência nas dietas das aves em gaio­las. Elas são necessárias para um cres­cimento normal e para a transforma­ção de energia e também para refazer o metabolismo. Podemos citar al­gumas das vitaminas necessárias e que devem ser incluídas nas dietas das aves em cativeiro:
Vitamina A, Tiamina, Riboflavina, Niacina, Piridoxina, Cianocobalamina, Biotina, Colina, Acido Eólico, Acido Pantotênico, D3, E e Vil. K.

B. Minerais
Os minerais também são essenciais para a saúde das aves, entretanto, não é muito considerado e até muitas vezes ignorado pelos "formuladores de dietas dos pássaros".
Os micros e macros minerais têm muitas e variadas funções e são tão importantes à vida como qualquer ou­tra classe de nutrientes. Uma das funções dos minerais é na formação e de­senvolvimento do esqueleto, regula o pH, a atividade osmótica e o transpor­te de oxigénio.

Os minerais que devem ser incluí­dos nas dietas das aves em gaiolas são: cálcio, fósforo, sódio, cloro, magnésio, potássio, manganês, molibdénio (xantina oxidase), zinco, ferro, cobre, selênio, iodo ele.

ExperimentosTrabalhos experimentais têm mostra­do que quando pássaros alimentados com sementes e complementados com vitaminas solúveis em água, são sub­metidos a exame clínico, essas aves apresentam deficiência crónica de um ou mais nutrientes, o que mostra é que o pássaro exibe sinais mais comuns de enfraquecimento em Vil. A, Vil. K, Cál­cio ou proteína.

Atualmente entre os nutricionistas, é aceito que a diferença alimentar e a nutrição imprópria pode ser uma das causas predisponentes mais co­muns para justificar morbidade nas aves de um modo geral.

Devemos salientar que o metabo­lismo das aves é completamente diferente ao do mamífero (incluindo o homem). A taxa metabólica das aves é muito mais alta do que a dos ma­míferos, desta forma, as aves reque­rem uma quantidade elevada de energia, deficiências são refletidas muito mais rapidamente que nos ma­míferos.

C. Aminoácidos
Os aminoácidos são a base de for­mação das proteínas e são provavelmente, os nutrientes de maior impor­tância da nutrição dos animais. No processo digestivo, as proteínas têm suas ligações quebradas e desdobra­das em aminoácidos (base) na for­mação de proteínas, os quais, são, então, absorvidos e transformados em proteínas usadas pelo organismo.

Normalmente, a maioria dos aminoácidos, podem ser encontrados em quantidade suficiente nos alimen­tos industrializados. Entretanto, quan­do as aves em cativeiro alimentam­se somente de sementes, certamente elas não receberão quantidades e qualidade de aminoácidos para sa­tisfazer suas necessidades nutricionais. As pesquisas têm mostra­do que a proteína de origem vegetal tem um valor biológico muito inferior a de origem animal (menor % de pro­teína digestível).

Os aminoácidos têm diversas fun­ções no metabolismo das aves, tais como: crescimento, manutenção, re­produção, restauração, hormônios, síntese de enzimas e pigmentação das penas. Podemos dizer que exis­tem quatro aminoácidos essenciais que devem estar presentes em quan­tidade e qualidade adequadas na dieta dos pássaros mantidos em gai­olas, são eles: metionina, lisina, triptofano e cistina.

D. CarboidratosNesta classe, podemos incluir os açúcares, amidos e fibra (celulose).

Os açúcares e amidos são fontes de energia primárias necessárias para proverem o alto nível de ener­gia metabólica requerida pelas aves.

As fibras (celulose) são importan­tes em funções próprias, no processo digestivo das aves. Nos pássaros ali­mentados com sementes, a ingestão de fibra é infelizmente baixa, pois a camada fibrosa da semente está na casca, que geralmente não é ingerida pelos pássaros, sendo dei­xada na gaiola como lixo.

E. GordurasEsse componente nutricional é também denominado de extrato etéreo. A gordura é um nutriente be­néfico na dieta das aves, como fon­te de energia e calor. Os ácidos graxos essenciais (base na formação das gorduras) são importantes na absorção de vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura). As sementes de girassol, açafrão e nozes são muito ricas em gordura, e ao mesmo tempo, bastante saborosas para as aves, fazendo com que as aves pre­firam essas sementes a outras e des­sa forma, ingerindo uma dieta desbalanceada nutricionalmente e muitas vezes ficando subnutrida (ex­cesso de energia e baixos aminoácidos / vitaminas).

Após todo esse comentário nutricional, o nutricionista tem tam­bém que estudar outros fatores que devem ser considerados para que se obtenha uma ingestão de nutrientes ideal.

1. Dieta deve ser balanceada nutricionalmente e estar sempre dis­ponível.
2. Dieta deve ser palatável, ta­manho e textura ideal.
3. Dieta deve ser ingerida pela ave.
4. Dieta deve ser ingerida (ingre­dientes corretamente selecionados isentos de aflatoxina etc.)
5. Deve ser absorvida pelo orga­nismo das aves.
6. Deve ser transportada e metabolizada.
7. Os ingredientes utilizados na dieta, devem ser controlados quanto a presença de fungos e qualquer agrotóxico.

Seguindo todos esses mandamen­tos, o nutricionista com certeza pode­rá solucionar o problema da grande quantidade de doenças nutricionais referidas, disfunção, comportamento e outras variadas condições, causa­da na maioria das vezes por mistu­ras (receita~ de fundo de quintal) ali­mentares. É de grande importância que o criador de pássaros em cati­veiro saiba que uma nutrição não­correta pode acarretar:

1-Perda de peso
2- Perda de revestimento das pe­nas
3-Raquitismo
4- Prostração e deformidade do esqueleto
5-Articulações deformadas
6-Fraqueza muscular
7-Hipotireoidismo
8-Hipocalcemia
9-Esterelidade
10-Deformidade
11-Reprodução
12-Ovos quebradiços
13-Problemas com ovário, oviduto
14-Sinusite, faringite
15-Alterações no papo
16-Problemas Respiratórios
17-Alterações do sistema nervoso central
18-Câncer
19-Obesidade (alto açúcar, alta gor­dura e baixa proteína)
20-Hepatose e outros

Após todos esses alertas aos nutricionistas, devemos salientar a importância e vantagens de termos uma ração formulada corretamente e de alta palatabilidade para as aves.

Benefícios das racões formuladas e peletizadas corretamente:
1. As rações peletizadas, são mis­turas homogêneas, feitas de diferentes ingredientes analisados quimica­mente e balanceados num completo formato nutricional. Esse é um concei­to que vem sendo usado pelos pes­quisadores e nutricionistas de todo mundo, para a alimentação de cães, gatos, coelhos, pequenos roedores, peixes, camarões, rãs etc.

2. As rações peletizadas são 100% aproveitadas, inclusive as fi­bras, e resulta em muito menos per­das, conseqüentemente, uma melhor conversão alimentar.

3. Uma boa ração peletizada é formulada, preparada, usando-se ingredientes de alto valor nutritivo (soja etc) e alta digestibilidade, de modo que o metabolismo das aves seja rá­pido e eficiente.

4. Uma ração peletizada de qua­lidade oferece um excelente controle nutricional para criadores e facilida­des de mercado. Certifique-se da qualidade do produto.


5. As aves alimentadas com ra­ções peletizadas podem, com frequência, ser tratadas pelo uso do peletesmedicados.

6. Este é o mais importante de to­dos os itens:
"Não há necessidade de suplementação alimentar, porque já existem todas as vitaminas, minerais (macros e micros), aminoácidos e áci­dos graxas essenciais etc., que são adicionados ao produto final". 

Fonte: Sérgio Marcondes César
Enge­nheiro Agrônomo formado pela ESALQ e pH.D em Nutrição Animal pela Universidade da Flórida. Artigo publicado na Brasil Ornitológico nº 02 7992

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

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